segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rasgando o verbo

Não é a pele que envelhece;
é o olho que tudo vê
O olho é mais que mira;
é gatilho
O resto é dedo;
é palavra

Nada é impenetrável;
apenas a paciência não é infinita
Ninguém se mata matando a alma;
a alma morta é que mata o corpo

O verbo ser é dono da verdade,
enquanto quem fala é só impaciente
A verdade na prática humana não é onipresente,
enquanto a guerra puder preencher as lacunas

Um ser discorda do outro;
o verbo é rasgado;
o corpo é varado de balas;
inerte, não há reação;
o verbo muda de forma;
é conjugado em mil tempos;
até a próxima exclamação!   

Um comentário:

  1. olá tenho apenas uma curiosidade.. os seus poemas estão musicados?
    abraço

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