Folhas empilhadas ainda parecem leves
Parecem ser transparentes de conteúdo
Até que se tome uma nas mãos
E se leia as entrelinhas
Entrelinhas são esqueletos traiçoeiros
Deixados pelos legistas legislativos
Documentos que fazem pesar
Mais do que a sua tinta
Os homens estão presos embaixo delas
Os homens assinam em cima da linha
Os homens estão abaixo delas
Das folhas que ditam
Redigimos de acordo com leis ditadas
Palavras de papel que nada nos falam
Somos mandados ao vento
Folhas de árvore cortada
sexta-feira, 10 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Poema menos concreto
Abandonei o meu sonho de mansão
por uma poesia menos concreta.
Encontrei o meu sonho de mansinho
quando vi a porta que inexistia aberta.
por uma poesia menos concreta.
Encontrei o meu sonho de mansinho
quando vi a porta que inexistia aberta.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Homem constritor
você que mora perto
mas não vê o abismo
não ame o homem
ame o homem que digo
o paredão é verdadeiro
mas a queda é no vazio
estou perto do buraco
nem sei porque insisto
você está no lugar errado
mais perto e te complico
você espera o esperado
eu erro até no paraíso
não me entenda mal
sempre existe algo pior
flor e espinho é normal
todos querem ter a flor
enquanto o espinho é anel
o dedo escapa da dor
você que chega perto
nem sabe quem eu sou
meu abraço é um aperto
que esmaga o que sobrou
da beleza e do afeto
de quem me abraçou
mas não vê o abismo
não ame o homem
ame o homem que digo
o paredão é verdadeiro
mas a queda é no vazio
estou perto do buraco
nem sei porque insisto
você está no lugar errado
mais perto e te complico
você espera o esperado
eu erro até no paraíso
não me entenda mal
sempre existe algo pior
flor e espinho é normal
todos querem ter a flor
enquanto o espinho é anel
o dedo escapa da dor
você que chega perto
nem sabe quem eu sou
meu abraço é um aperto
que esmaga o que sobrou
da beleza e do afeto
de quem me abraçou
segunda-feira, 23 de maio de 2016
terça-feira, 17 de maio de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Aos 43 anos do meu tempo
Nem posso falar que voei
sobre as montanhas
pra ser poeta.
Mas caminhei sobre as rochas
das mesmas montanhas
pra ser humano.
Nem queria falar das flores
e das drogas
que fazem aflorar algum imo.
Mas eu vi as flores
e preferi a cachaça
pra continuar brasileiro.
Nem posso falar que falei tanto,
se no fundo sempre ouvi,
e assim aprendi muito.
Mas errei ao abrir a boca,
e tenho muitas ideias,
e apenas por isso eu sou.
Nem deveria lutar tanto
apenas pra ser um grito,
pra ser ouvido.
Eu me incomodo demais,
mas um dia acordo
e serei as cinzas da vez.
Nem sinto que contribuo;
sou apenas um artista
por ser artista.
Se sentirem falta da cereja,
sou a pitanga
da receita do meu bolo.
sobre as montanhas
pra ser poeta.
Mas caminhei sobre as rochas
das mesmas montanhas
pra ser humano.
Nem queria falar das flores
e das drogas
que fazem aflorar algum imo.
Mas eu vi as flores
e preferi a cachaça
pra continuar brasileiro.
Nem posso falar que falei tanto,
se no fundo sempre ouvi,
e assim aprendi muito.
Mas errei ao abrir a boca,
e tenho muitas ideias,
e apenas por isso eu sou.
Nem deveria lutar tanto
apenas pra ser um grito,
pra ser ouvido.
Eu me incomodo demais,
mas um dia acordo
e serei as cinzas da vez.
Nem sinto que contribuo;
sou apenas um artista
por ser artista.
Se sentirem falta da cereja,
sou a pitanga
da receita do meu bolo.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
Olhamos pra fora
aquele desejo incontrolável de quem
te deixa sem compreender
aquela compulsão de alguém
que não consegue te explicar
aquela mania que é impulso alheio
e alheio também ao seu entender
aquela é só uma loucura
que não é a sua
aquilo que é hábito
só incomoda aos outros
a quem você vai explicar
se somos todos loucos?
te deixa sem compreender
aquela compulsão de alguém
que não consegue te explicar
aquela mania que é impulso alheio
e alheio também ao seu entender
aquela é só uma loucura
que não é a sua
aquilo que é hábito
só incomoda aos outros
a quem você vai explicar
se somos todos loucos?
terça-feira, 3 de maio de 2016
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