a lua já nasce poesia
assim como insistir no erro é tradição
a lua apenas continua inalcançável
como o controle do amor
a tradição apenas ama sem controle
repetindo por repetir em aritmética involução
domingo, 12 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Espetáculo adulto
Um dia fui forte,
como é forte a palavra inocência.
Minha imaginação,
entendimento infantil, eram minh'arma.
Fui tomando banhos,
exposto à milhares de explicações.
Me tiraram as cores;
não sou mais original.
Agora, sei fingir.
Participo da peça.
Não conheço todos no palco.
Alguns são figurantes.
Às vezes, eu sou.
Muitos diretores dirigem.
Quem só assiste deixa de fingir.
Mas bate palmas por inércia.
como é forte a palavra inocência.
Minha imaginação,
entendimento infantil, eram minh'arma.
Fui tomando banhos,
exposto à milhares de explicações.
Me tiraram as cores;
não sou mais original.
Agora, sei fingir.
Participo da peça.
Não conheço todos no palco.
Alguns são figurantes.
Às vezes, eu sou.
Muitos diretores dirigem.
Quem só assiste deixa de fingir.
Mas bate palmas por inércia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Já
já bebi mais do que deveria
já transformei minha saliva em veneno
já ignorei recomendações médicas
já cortei o meu próprio cabelo
já sei xingar no trânsito
já fingi orgasmo
já dei de comer ao meu ódio
já perdi a paciência com uma criança
já pareço maduro como um adulto
já transformei minha saliva em veneno
já ignorei recomendações médicas
já cortei o meu próprio cabelo
já sei xingar no trânsito
já fingi orgasmo
já dei de comer ao meu ódio
já perdi a paciência com uma criança
já pareço maduro como um adulto
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Pessoa pública
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Sedução marginal
Marginal porque come pelas beiradas;
porque não se entrega para se proteger;
porque ama a noite pelas intenções da noite;
porque seus presentes são surpresas.
Marginal por se masturbar sem culpa;
por se amar incondicionalmente;
por roubar olhadelas dos espelhos;
por ser sedutor quando deseja.
Onde as leis não se aplicam,
prazeres e punições se confundem.
Contra a física, o coração tão central,
ainda assim, é vítima de um marginal.
Marginal por vandalizar um coração
que pode despedaçar outro coração
naquele famoso infinito rito da paixão,
onde o ladrão tem cem anos de perdão.
porque não se entrega para se proteger;
porque ama a noite pelas intenções da noite;
porque seus presentes são surpresas.
Marginal por se masturbar sem culpa;
por se amar incondicionalmente;
por roubar olhadelas dos espelhos;
por ser sedutor quando deseja.
Onde as leis não se aplicam,
prazeres e punições se confundem.
Contra a física, o coração tão central,
ainda assim, é vítima de um marginal.
Marginal por vandalizar um coração
que pode despedaçar outro coração
naquele famoso infinito rito da paixão,
onde o ladrão tem cem anos de perdão.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
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