sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Códigos de conduta
Acabei de falar com o porteiro que, na sua linguagem típica de porteiro, me chamou de senhor e foi bem educado. Mal virei as costas, ele começou a falar na gíria com um outro porteiro que chegava. Depois, soltou um palavrão. Achei engraçado. Eu também uso gíria, falo palavrão. Não estou criticando os porteiros. Você não fala com a sua avó do mesmo jeito com que fala com a galera que você conheceu num luau na praia. Nem fala com o presidente da empresa em que você trabalha da mesma forma que fala com o seu amigo de infância. O que é engraçado ou estranho é mudar de linguagem ou comportamento, assim, tão repentinamente. Nesse caso, eu ainda estava presente e pude ouvir. É claro que isso pode depender do bom senso de quem está falando. Mas até do bom senso dá pra se desconfiar. Afinal, bom senso pode ser subjetivo também. Tudo isso soa um pouco falso. São os códigos de conduta que nós humanos criamos...
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Um segredo revelado
Penso que o que me veste com personalidade
não é algodão nem seda
Não há maldade em ser quem se é
Desnudar alguém dos seus segredos sim,
é fazê-lo refém da maldade
Já que curiosidade é o que move o mundo,
me esmero em inventar novos segredos
Assim serei mais eu,
diferente de ti que usa camisa,
eu prefiro camiseta
Eis aqui, um segredo revelado
não é algodão nem seda
Não há maldade em ser quem se é
Desnudar alguém dos seus segredos sim,
é fazê-lo refém da maldade
Já que curiosidade é o que move o mundo,
me esmero em inventar novos segredos
Assim serei mais eu,
diferente de ti que usa camisa,
eu prefiro camiseta
Eis aqui, um segredo revelado
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Bailarina ou estivador
Por um caminho estreito,
cheio de espelhos e egos,
você se contorce e rodopia.
Você passa.
Você é bailarina.
Por um caminho marcado,
cheio de pedras e cargas,
você se curva e se levanta.
Você passa.
Você é estivador.
Você se adapta,
esbelta entre espelhos
que refletem um caminho.
Ou de ombros largos
estivando o que crê,
seja o seu destino.
Mas aos poucos,
ou um pouco,
se mata.
Sem saber o que teria sido.
cheio de espelhos e egos,
você se contorce e rodopia.
Você passa.
Você é bailarina.
Por um caminho marcado,
cheio de pedras e cargas,
você se curva e se levanta.
Você passa.
Você é estivador.
Você se adapta,
esbelta entre espelhos
que refletem um caminho.
Ou de ombros largos
estivando o que crê,
seja o seu destino.
Mas aos poucos,
ou um pouco,
se mata.
Sem saber o que teria sido.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Aumentando as emoções
Sensaciono coisas nos meus dentros.
Essa terralândia quer me invadir com os seus nadas.
Entretantos, na repletagem de emocionâncias que vivo,
escapeio pelas lateralidades na minha artifeitaria.
Tão lotacionado de ideias estou,
que esta escrevedura não basta.
Meu pensatório corre por desenhaduras
ou musicamentos de palavrismos
que demostraciono aqui.
Tão cheios de simesmos
que são muito maiorantes
do que os nadas do mundismo mediocriante
que quer me invadiominar.
Essa terralândia quer me invadir com os seus nadas.
Entretantos, na repletagem de emocionâncias que vivo,
escapeio pelas lateralidades na minha artifeitaria.
Tão lotacionado de ideias estou,
que esta escrevedura não basta.
Meu pensatório corre por desenhaduras
ou musicamentos de palavrismos
que demostraciono aqui.
Tão cheios de simesmos
que são muito maiorantes
do que os nadas do mundismo mediocriante
que quer me invadiominar.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sexo botânico
duro
roçando pelos
foice sem lâmina
roçando pelos quatro lábios
harmonizando
azeites virgens dela
aceitando
o cacho de uvas dele
fricção científica
na química da cena
desbravador
de vales suados
gotas a mostrar o caminho
lábios partidos não se saciam
se falam teorias
falham energias
físicas
de mãos correndo
sem pressa
espremendo caldos
exprimindo calados
os gemidos do caule crescendo
entre pétalas exalando
roçando pelos
foice sem lâmina
roçando pelos quatro lábios
harmonizando
azeites virgens dela
aceitando
o cacho de uvas dele
fricção científica
na química da cena
desbravador
de vales suados
gotas a mostrar o caminho
lábios partidos não se saciam
se falam teorias
falham energias
físicas
de mãos correndo
sem pressa
espremendo caldos
exprimindo calados
os gemidos do caule crescendo
entre pétalas exalando
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