Andar contra o fluxo pelas ruas me deixa mais vivo.As pessoas passam sem se importarem, mas passam.Isso é movimento, é vida.Se eu fosse um morto-vivo, elas se importariam.Eu incomodaria.Deixaria a minha marca.De sangue?Não importa.Por dentro ninguém me vê - enquanto me distraio tentando adivinhar que máscaras usam; enquanto uso a minha máscara mais convincente.Deixamos claro o valor que as pessoas possuem enquanto vivas?Ou o protocolo diz que temos que deixar tudo isso pro cerimonial pós-morte?
Afinal, morrer reúne pessoas, é um acontecimento, é notícia, as pessoas se importam...Os funerais atraem pessoas que não iriam ao aniversário do falecido.Quantos heróis só viram heróis porque morreram?Os chamados mártires.Quantas pessoas só alcançam o sucesso ou tem o talento reconhecido depois que morrem?Os "Van Goghs" da vida.Ou seriam da morte?
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Observando um mendigo brasileiro
O ganzepe ginga o seu bornal na sua dança sem som,
um mulambo se equilibrando em pinguela social
com migalhas da paçoca ganha semana passada,
ainda hoje enroscadas no pixaim da longa barba.
Na cabeça nós cegos feitos amostras de picumã,
além da pixilinga e de um maldito carnegão inquilino,
a memória de bailes e sapatos em chão parafinado,
nenhum toró capaz de chegar em couro tão cabeludo.
Sem quatro taipas que sirvam de mocó ou armário,
lá vai o cabide de trapos alheio ao furdunço dos carros,
pois o fungagá nos seus ouvidos já amansou o marrueiro
e o seu patuá é a irrelevância social que o mantém inteiro.
Mesmo assim, dentro do seu automático, blindado, importado,
lustrado, ar condicionado, cromado carro alguém balança a cabeça
por não entender a coreografia espontânea do mendigo,
que não combina com a sinfonia vinda da tela de cristal líquido.
um mulambo se equilibrando em pinguela social
com migalhas da paçoca ganha semana passada,
ainda hoje enroscadas no pixaim da longa barba.
Na cabeça nós cegos feitos amostras de picumã,
além da pixilinga e de um maldito carnegão inquilino,
a memória de bailes e sapatos em chão parafinado,
nenhum toró capaz de chegar em couro tão cabeludo.
Sem quatro taipas que sirvam de mocó ou armário,
lá vai o cabide de trapos alheio ao furdunço dos carros,
pois o fungagá nos seus ouvidos já amansou o marrueiro
e o seu patuá é a irrelevância social que o mantém inteiro.
Mesmo assim, dentro do seu automático, blindado, importado,
lustrado, ar condicionado, cromado carro alguém balança a cabeça
por não entender a coreografia espontânea do mendigo,
que não combina com a sinfonia vinda da tela de cristal líquido.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Influenciando pessoas
Que você vai me influenciar é inevitável.
Talvez você me influencie a odiá-lo.
Talvez você me faça ser melhor.
Todo encontro tem um poder de transformação.
Se você pensa nisso ou não, não importa.
Alguém lhe disse obrigado ontem e mudou algo.
Alguém te ignorou ontem e te fez mudar.
Alguém te olhou de alguma forma que te faz lembrar.
A saudade ou o rancor marcam com força.
O que você disse me tocou e eu decorei as palavras.
Quando uso essas palavras, sou um pouco você.
Quando você pensa em mim, se coloca um pouco no meu lugar?
Quanto é que eu sou aí em você?
Talvez você me influencie a odiá-lo.
Talvez você me faça ser melhor.
Todo encontro tem um poder de transformação.
Se você pensa nisso ou não, não importa.
Alguém lhe disse obrigado ontem e mudou algo.
Alguém te ignorou ontem e te fez mudar.
Alguém te olhou de alguma forma que te faz lembrar.
A saudade ou o rancor marcam com força.
O que você disse me tocou e eu decorei as palavras.
Quando uso essas palavras, sou um pouco você.
Quando você pensa em mim, se coloca um pouco no meu lugar?
Quanto é que eu sou aí em você?
domingo, 25 de novembro de 2012
Primeiros pensamentos de um domingo
Me sinto um pouco morto.
Bebi ontem.
Cheguei às 4:00.
7:30, a campainha.
Não vou.
De novo.
Me levanto.
Olho mágico.
Não conheço.
Volto pra cama.
A campainha.
De novo.
Por que?
Já sei que não vou dormir mais.
Rolo na cama.
Cochilo um pouco.
Rolo na cama.
9:30, me levanto.
Supermercado.
Alguém todo de preto com tênis azul-turquesa.
Seus pés brilham.
Isso não é bom.
Algumas coisas só se resolvem na segunda-feira.
Às vezes, na segunda tentativa.
Ansiedade.
Tenho que fazer algo.
O supermercado não foi o suficiente.
Talvez eu precise só de uma bebida.
A bebida precisa só de mim?
Não.
Não é um relacionamento justo.
Assistir um filme?
E se alguém disser: "I need a drink!"?
Melhor ver um filme nacional.
Bebi ontem.
Cheguei às 4:00.
7:30, a campainha.
Não vou.
De novo.
Me levanto.
Olho mágico.
Não conheço.
Volto pra cama.
A campainha.
De novo.
Por que?
Já sei que não vou dormir mais.
Rolo na cama.
Cochilo um pouco.
Rolo na cama.
9:30, me levanto.
Supermercado.
Alguém todo de preto com tênis azul-turquesa.
Seus pés brilham.
Isso não é bom.
Algumas coisas só se resolvem na segunda-feira.
Às vezes, na segunda tentativa.
Ansiedade.
Tenho que fazer algo.
O supermercado não foi o suficiente.
Talvez eu precise só de uma bebida.
A bebida precisa só de mim?
Não.
Não é um relacionamento justo.
Assistir um filme?
E se alguém disser: "I need a drink!"?
Melhor ver um filme nacional.
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