E se um semáforo quebrasse no vermelho como muitas pessoas "quebram" ao ficar no vermelho?
E se a pergunta "Você sabe de quem eu sou filho?" fosse respondida com "E a sua mãe sabe?"
Se a segunda-feira fosse declarada dia oficial do surto, mudaria alguma coisa?
Se quem deve dinheiro a alguém tivesse um carimbo na testa, acabaria com a vergonha no mundo?
Se quando a gente casasse fosse proibido ter contato com a família do cônjuge, os casamentos durariam mais?
E se as estrelas do pop só brilhassem quando morrem como as estrelas do céu?
Se a politicagem fosse considerada um crime, existiriam mais pessoas na política ao invés de políticos profissionais?
E se os vampiros virassem pó quando expostos à luz do sol como antigamente?
Se algum pensador ganhasse dinheiro, como seria pago?
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A paz da música alta
Que a música seja alta hoje!
Não quero ouvir a voz daqueles
que de tão próximos
podem me amar demais
ou me ferir demais.
Que apenas a música chegue aos meus ouvidos!
Porque eu escolho o estilo,
porque eu escolho a poesia,
porque eu escolho o cantor.
Mas não consigo escolher quem me ama,
e que sempre se aproxima ameaçadoramente.
Não quero ouvir a voz daqueles
que de tão próximos
podem me amar demais
ou me ferir demais.
Que apenas a música chegue aos meus ouvidos!
Porque eu escolho o estilo,
porque eu escolho a poesia,
porque eu escolho o cantor.
Mas não consigo escolher quem me ama,
e que sempre se aproxima ameaçadoramente.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Modelo ao natural
Na varanda, ele se certificou de que aquele seria o ângulo mais interessante para desenhar.Antes de começar a traçar a modelo, se ajeitou na cadeira, e por sobre o bloco de papel a observou mais um pouco.A poucos metros dele, comendo a sua salada, ela erguia o olhar, de tempos em tempos, despida de preocupação e literalmente despida.Ele a queria da forma mais natural possível, então o fato de ser vegetariana e estar mordiscando algumas folhas, reforçavam a ideia.Esperou que ela baixasse os olhos mais uma vez para começar os primeiros traços.
Apesar de ser vegetariana, ela não era exatamente magra."Deve ser a genética de família", ele pensou sorrindo.Ela havia levantado a cabeça enquanto ele sorria, mas não pareceu se importar.Baixou os olhos e voltou a comer.
Ao começar a dar forma à cabeça dela, ele pensou que não deveria dar ênfase aos ossos do corpo, do contrário os seus volumes generosos desapareceriam.Também estava pensando em pintar apenas as folhas de verde e deixar todo o resto em preto e branco para enfatizar a ideia de naturalidade.
Mas poucos minutos após ele haver começado, ela parou de comer, olhou brevemente para ele, se virou e começou a andar se afastando da varanda.Ele só podia observar a sua bovina e peculiar naturalidade com a qual ele não contava.
Apesar de ser vegetariana, ela não era exatamente magra."Deve ser a genética de família", ele pensou sorrindo.Ela havia levantado a cabeça enquanto ele sorria, mas não pareceu se importar.Baixou os olhos e voltou a comer.
Ao começar a dar forma à cabeça dela, ele pensou que não deveria dar ênfase aos ossos do corpo, do contrário os seus volumes generosos desapareceriam.Também estava pensando em pintar apenas as folhas de verde e deixar todo o resto em preto e branco para enfatizar a ideia de naturalidade.
Mas poucos minutos após ele haver começado, ela parou de comer, olhou brevemente para ele, se virou e começou a andar se afastando da varanda.Ele só podia observar a sua bovina e peculiar naturalidade com a qual ele não contava.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Neste instante
Neste exato e infinito instante,
não quero fiapo de manga no dente,
e nenhuma notícia que me desaponte.
Não quero saber da rotina do presidente,
nem quero saber se estou doente,
mesmo se me julgarem indiferente.
Não quero ir ao velório do parente,
já que a gente pode ser muito incoerente,
e boas maneiras só são vistas pela frente.
Se este corpo não dura eternamente,
mas algo pode me aporrinhar até a morte,
quero ser, neste instante, um pouco indigente.
não quero fiapo de manga no dente,
e nenhuma notícia que me desaponte.
Não quero saber da rotina do presidente,
nem quero saber se estou doente,
mesmo se me julgarem indiferente.
Não quero ir ao velório do parente,
já que a gente pode ser muito incoerente,
e boas maneiras só são vistas pela frente.
Se este corpo não dura eternamente,
mas algo pode me aporrinhar até a morte,
quero ser, neste instante, um pouco indigente.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
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