nós somos dois seios-montanhas
a saudade é o vazio entre nós
que cresce desde a base até o cume
e o único consolo é saber
que essa saudade é o que nos une
e se você dividir o que tem no regaço
unidos seguiremos nos alimentando
sendo um do outro colaço
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Cotas
A sociedade faz com que as pessoas se dividam em grupos com afinidades ou características semelhantes.Falando assim parece que não há nada de errado, mas não é tão simples.
A Parada Gay, o Dia da Consciência Negra, as cotas raciais, o Dia Internacional da Mulher, o Dia do Índio são exemplos de alguns grupos ou datas criados a partir de algum tipo de exclusão.Não estou condenando a criação destes.A sociedade, ao excluir e marginalizar certos grupos, promove a ação de associações e pessoas interessadas em lutar pelos direitos desses grupos.Mas ao mesmo tempo, faz com que essas atitudes e iniciativas de se criar dias específicos, manifestações e leis sejam necessárias.Ter de chegar a esse ponto em que é necessário um dia no ano para lembrarmos que os índios eram donos dessa terra é sinal de uma sociedade que não sabe viver civilizadamente.Ou ter os olhares voltados para você na faculdade porque todos sabem que você só está lá pela cor da sua pele, também não cria um ambiente confortável para se integrar.
Sendo assim, acho que a luta por direitos é válida sim.Acho que as pessoas devem se unir.Mas as pessoas vão continuar confundindo o que é opinião e o que é fato, pois eu posso ter apenas um quarto de sangue negro nas minhas veias, e ainda assim, me sentir mais negro do que alguém que tenha metade.E não é isso que me distancia de alguém que tenha sangue 100% sueco.O fato de eu ter que lutar é que sedimenta a sociedade.
A Parada Gay, o Dia da Consciência Negra, as cotas raciais, o Dia Internacional da Mulher, o Dia do Índio são exemplos de alguns grupos ou datas criados a partir de algum tipo de exclusão.Não estou condenando a criação destes.A sociedade, ao excluir e marginalizar certos grupos, promove a ação de associações e pessoas interessadas em lutar pelos direitos desses grupos.Mas ao mesmo tempo, faz com que essas atitudes e iniciativas de se criar dias específicos, manifestações e leis sejam necessárias.Ter de chegar a esse ponto em que é necessário um dia no ano para lembrarmos que os índios eram donos dessa terra é sinal de uma sociedade que não sabe viver civilizadamente.Ou ter os olhares voltados para você na faculdade porque todos sabem que você só está lá pela cor da sua pele, também não cria um ambiente confortável para se integrar.
Sendo assim, acho que a luta por direitos é válida sim.Acho que as pessoas devem se unir.Mas as pessoas vão continuar confundindo o que é opinião e o que é fato, pois eu posso ter apenas um quarto de sangue negro nas minhas veias, e ainda assim, me sentir mais negro do que alguém que tenha metade.E não é isso que me distancia de alguém que tenha sangue 100% sueco.O fato de eu ter que lutar é que sedimenta a sociedade.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Frias e pesadas como o aço
...Blues.Melhor não falar nada agora.
Melhor deixar o silêncio reverberar.
Eu disse pra não dizer tanto.
Mas eu disse.
Não aprendi com meu erro.
Porque vou voltar a falar.
Me arrependo do que faço.
Demagogia é se arrepender do que não conheço.
Não errar soa bem somente na boca de pessoas sociáveis.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mães e filhas
Talvez a chegada da gatinha tão frágil e com poucas semanas de vida no território da velha cadela cocker fosse um problema.Mas, aparentemente, não foi isso que aconteceu.Não havia briga e elas até dormiam juntas.Quem sabe a catarata nos olhos da cadela a impedisse de perceber que estava dormindo com uma gata.Será que o seu olfato não lhe dizia nada?De qualquer forma, não é o primeiro caso em que arqui-inimigos caninos e felinos se dão bem.
Um certo dia, a filha do casal - que na época deveria ter três ou quatro anos - aparece correndo, e toda espantada, diz:
"Mãe, mãe, a gatinha tá enchendo ela de beijo!Vem ver, vem ver!"
A surpresa e a graça fazem a mãe rir até hoje: estava a gatinha alternando as patinhas ao pressionar a barriga da cadela, enquanto que com a boca fazia sons que pareciam beijos na tentativa de sugar algum leite da cocker que jazia tranquila!
Um certo dia, a filha do casal - que na época deveria ter três ou quatro anos - aparece correndo, e toda espantada, diz:
"Mãe, mãe, a gatinha tá enchendo ela de beijo!Vem ver, vem ver!"
A surpresa e a graça fazem a mãe rir até hoje: estava a gatinha alternando as patinhas ao pressionar a barriga da cadela, enquanto que com a boca fazia sons que pareciam beijos na tentativa de sugar algum leite da cocker que jazia tranquila!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
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