Ele sofria de um sonambulismo profundo que acontecia quase todas as noites.Ele levantava, perambulava pela casa, abria portas, a geladeira, usava o banheiro.Vez ou outra ele saía de casa, mas nunca passava do jardim.
Geralmente alguma coisa o despertava e ele voltava pra cama.Às vezes, ele derrubava algum objeto ou esbarrava em algo e isso fazia com que ele acordasse, e então, ele retornava pra cama.Se sentia cansado, às vezes, ou desapontado porque não tinha controle sobre aquilo.Além disso, ele morava sozinho, e qualquer dia, ele poderia se machucar ou sair de casa e ser atropelado.Principalmente porque, nos últimos tempos, ele andava saindo cada vez mais.
Havia uma loja de conveniência no posto de gasolina que ficava na esquina da sua casa onde ele costumava tomar café antes de ir para o trabalho.Uma vez o funcionário da loja o viu chegando até a porta, e tendo dificuldade pra entrar foi ajudá-lo.Mas ele estava só de bermuda, camiseta e descalço.O atendente percebeu que algo estava errado, e ao falar com ele, o rapaz o acordou, e sem entender direito onde estava, ele levou alguns instantes até poder explicar que era sonâmbulo.
Mas ao voltar pra casa, ele começou a imaginar que sabia o que tinha ido fazer na loja de conveniência.Ele provavelmente tinha ido até lá tomar um café para ver se acordava.
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Sempre um risco
O que é lâmina pra mim
pode ser cabo pra você.
Mas mesmo assim, é faca.
E ao dar cabo de uma vida,
é a lâmina que fica enfiada.
Você decide o que é cabo,
e eu decido o que é lâmina.
Mas mesmo assim, na mão,
você decide o tamanho,
e eu decido a profundidade do risco.
Porque há sempre um risco.
pode ser cabo pra você.
Mas mesmo assim, é faca.
E ao dar cabo de uma vida,
é a lâmina que fica enfiada.
Você decide o que é cabo,
e eu decido o que é lâmina.
Mas mesmo assim, na mão,
você decide o tamanho,
e eu decido a profundidade do risco.
Porque há sempre um risco.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Vermelho Velho no La Bodega Mexicana
Maquiagem
Que máscara é essa além de todas as outras que temos?
Se arriscar no trânsito armada de lápis e rímel em prejuízo de furar um olho!
E as buzinas que alertam "Já estais bela demais!" ou qualquer outro insulto.
Também existem aquelas que pecam pelo excesso...
São imbatíveis aquelas chilenas sob a máscara que as protege do frio.
Porém, pecado mesmo é se vestir como atleta despojada e ter a cara estadunidense toda maquiada!
Elas o fazem como se embaixo do moletom trouxessem uma roupa de gala!
E na praia a vaidade brasileira pensa já ter inventado batom à prova de mar...
O corpo malhado, o cabelo escovado e o rosto traçado dizendo "Aqui nada borra!".
E elas não o fazem para se esconder, e sim para aparecer em uma aquarela de cores que elas não desconfiam, mas que já têm lugar cativo.
Se arriscar no trânsito armada de lápis e rímel em prejuízo de furar um olho!
E as buzinas que alertam "Já estais bela demais!" ou qualquer outro insulto.
Também existem aquelas que pecam pelo excesso...
São imbatíveis aquelas chilenas sob a máscara que as protege do frio.
Porém, pecado mesmo é se vestir como atleta despojada e ter a cara estadunidense toda maquiada!
Elas o fazem como se embaixo do moletom trouxessem uma roupa de gala!
E na praia a vaidade brasileira pensa já ter inventado batom à prova de mar...
O corpo malhado, o cabelo escovado e o rosto traçado dizendo "Aqui nada borra!".
E elas não o fazem para se esconder, e sim para aparecer em uma aquarela de cores que elas não desconfiam, mas que já têm lugar cativo.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Curtir
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Fotos de Ilhabela
Assinar:
Postagens (Atom)











