sábado, 14 de janeiro de 2012

Porque a maioria dos naturistas são aposentados?

O último refúgio do nosso primitivismo

No banheiro todo mundo é humano.Em nenhum outro lugar é possível ser tão honesto consigo mesmo.Ali o ser humano tem que reconhecer que literalmente faz sujeira como qualquer outro animal.E, por ironia, isso nos deixa mais humanos.
Mas é claro que o ser humano na sua constante batalha para parecer civilizado, não admite certas coisas.Talvez por isso os banheiros tenham porta...Acho até que pela repugnância que alguns sentem no momento, algumas madames preferem a prisão de ventre.
Mesmo assim, alguém com bom humor chamou o que fazemos ali no vaso sanitário de "obra".Abstrata sempre, é verdade, mas ainda assim uma obra de arte feita por todos.
De qualquer forma, a procura pela civilidade e as idas ao banheiro estão sempre em conflito, quando se pensa no assunto.E é claro que existem outras coisas do nosso cotidiano que também nos lembram como nós somos primitivos.Muitas dessas coisas feitas no banheiro também, e que, então, pode ser considerado o último refúgio do nosso primitivismo.
Essa última frase sendo mais um exemplo do quanto estamos o tempo todo querendo organizar, rotular e civilizar tudo.Mesmo que por instinto.Então vamos assumir esse outro instinto animal de ir ao banheiro por que na verdade é só mais um entre tantos.Vamos assumir que dentro ou fora do banheiro estamos sujeitos a fazer merda.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Chamadas publicitárias de funerárias

"Tenha o melhor enterro da sua vida."
"Deixe o mais difícil conosco.Relaxe e descanse em paz."
"Paletós de madeira com corte italiano."
"Por que amanhã pode nem existir."
"Dando uma mãozinha pro seu aceno final."
"Para que a sua partida seja melhor que a sua estadia."
"O seu convênio com a eternidade."

Doce inspiração do doce

Quando fazer amor dura uma semana,
eu bebo uma cama e durmo sete dias.
Eu penso em me levantar e sair,
mas eu tenho tudo em mim.
É só de inspiração da mente que eu preciso,
pois o corpo já está.
A mão que escreve não para,
enquanto que a outra sente o mundo.
Primeiro uma coxa, depois o abdômen
e, então, eu experimento de novo a maçã.

Laelia-de-são-fidélis

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Os 7 pecados capitais modernos

Ira - Ficar com raiva da conexão lenta do computador.Lenta?Lembra quando o problema era a linha ocupada do telefone?Se você não conseguia falar com a pessoa, tinha simplesmente que se conformar!
Gula - Comer batata frita, frango a passarinho, pipoca e depois tocar na tela do seu Tab com os dedos engordurados...
Inveja - Invejar os japoneses pela tecnologia 4G que eles já têm.E eles ainda consideram que é só 3.5G!
Soberba - Achar que só por que você tem um "brinquedinho" de última geração você é melhor que os outros.Lembre-se que se o brinquedinho quebrar você volta à estaca zero!
Preguiça - Não responder aos 100.000 "amigos" que te mandam mensagens nas redes sociais.Ninguém mandou aceitar tanta gente!
Avareza - Querer ter todo "brinquedinho" novo que é lançado no mercado.
Luxúria - Sexo virtual sem compromisso e sem adicionar no Facebook no dia seguinte.

PS: O pecado original foi a criação do IPhone por que ele veio da "Maçã"... 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Do que é feito São Paulo

À noite: luzes.

Música no metrô: gente.

Reflexo no teto do carro: metal.

Rio encurralado: concreto.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cena surreal

Quem é que tem coragem de atravessar a rua sem olhar?Pois ele foi lá e fez.Acho que tinha uns treze anos.Os carros estavam passando, assim que o semáforo abriu, e ele se meteu a atravessar fora da faixa!Eu sabia que ele não tinha olhado pros lados por que ele cruzou de uma calçada à outra olhando pro celular.Parecia que ele estava hipnotizado por alguma mensagem que tinha recebido.Os carros buzinando, desviando e ele nem aí.Também, é óbvio que ele não era cego, pois estava olhando pro telefone.Mas o que mais me impressionou foi a calma com que ele atravessou a rua.E as pessoas que estavam assistindo - as pessoas nas calçadas estavam literalmente assistindo! - não gritaram e nem fizeram nada.Foi aí, então, que eu ouvi alguém saindo de trás de um furgão dizendo "Corta!".Depois disso, essa mesma pessoa fez um sinal para um câmera que estava em cima da marquise de um prédio, mas que eu não havia percebido.Ficou parecendo uma pegadinha, por que eu fui "pego", só que felizmente eles não estavam me filmando...

Estudo