- Perfeição seria buscar a perfeição sem saber que ela existe.
- O contador de histórias não modifica as histórias porque está mentindo, mas porque ele também quer se interessar por elas.
- Ter cabelo ou não, não faz diferença.O que esconder embaixo do cabelo é que faz.
- Felicidade vem e vai embora.Sabedoria seria ir junto com ela.
- Ninguém nasceu para ser dono de nada.Vender é um crime antigo.
- A verdade é uma dor mais rápida do que a mentira.
- Seguir um exemplo com personalidade é saber que os seus sapatos não me servem, mas os seus passos me guiam.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Que jogo?
Desde criança, ele ouvia a expressão "vencer na vida" e, sendo a pessoa competitiva que era, ele acreditava piamente nisso.Ele queria ganhar sempre.Na escola, queria ser sempre o melhor da classe.Nos esportes - mesmo não sendo muito bom em nenhum - ele era raçudo e se dedicava ao máximo.Na sua carreira profissional, ele sempre lutou para estar por cima, nem sempre sendo justo com quem ele considerava um rival.Pra ele, era como um jogo e ele era fanático.Se dedicava tanto ao trabalho que na sua vida não havia espaço para grandes amizades ou grandes relacionamentos.Até agora.
Sentado no quarto escuro, ele sentia as lágrimas escorrerem pelo seu rosto passando pela sua boca.O líquido amargo que ele nunca deixava ninguém ver, pois pra ele isso seria uma derrota.Ele achava que estava sofrendo mais do que qualquer um porque pra ele aquilo não era só amor não correspondido; era, também, uma batalha perdida.Ele não sabia que poderia acontecer tanto para perdedores quanto para vitoriosos.Ele não sabia que o "jogo" não tinha acabado.Ele não conseguia ver além da "vitória".Ele não sabia que as lágrimas da decepção vêm do mesmo lugar que as lágrimas da alegria.Ou, pelo menos, ele não conhecia essas regras do "jogo".
Sentado no quarto escuro, ele sentia as lágrimas escorrerem pelo seu rosto passando pela sua boca.O líquido amargo que ele nunca deixava ninguém ver, pois pra ele isso seria uma derrota.Ele achava que estava sofrendo mais do que qualquer um porque pra ele aquilo não era só amor não correspondido; era, também, uma batalha perdida.Ele não sabia que poderia acontecer tanto para perdedores quanto para vitoriosos.Ele não sabia que o "jogo" não tinha acabado.Ele não conseguia ver além da "vitória".Ele não sabia que as lágrimas da decepção vêm do mesmo lugar que as lágrimas da alegria.Ou, pelo menos, ele não conhecia essas regras do "jogo".
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Uma companhia na madrugada
Eu vinha andando pela rua quando vi o cachorro.Era de madrugada e eu voltava de uma festa.Ele veio na minha direção abanando o rabo, eu estalei os dedos e ele começou a me seguir.Era uma companhia vira-lata e simpática pra caminhar comigo.Às vezes, ele parava, cheirava alguma coisa no chão e depois se apressava em me alcançar.Naquele horário poucas pessoas passaram por mim, mas eu fiz questão, quando isso aconteceu, de estalar os dedos pra parecer que o companheiro de caminhada era meu mesmo.E ele atendia levantando as orelhas e abanando o rabo.
Eu achava que a qualquer momento ele perderia o interesse naquele estranho e naquele percurso que poderia dar em nada.Mas, pra minha surpresa ele continuou.Por mais ou menos três quilômetros ele me seguiu até o portão da minha casa!Parei antes de abrir o portão, olhei pra ele, ele olhou pra mim, e por mais que eu quisesse ficar com ele, não seria possível.Naquela época eu morava com os meus pais, e nós já tínhamos dois cachorros.Então, chamei ele, o acariciei, me despedi e entrei logo para não pensar duas vezes.
O engraçado é que essa não foi a única vez que isso aconteceu.Outros cães já haviam me "escolhido" antes, e haviam me seguido em situações semelhantes.É, acho que às vezes nós somos escolhidos por eles.Penso que é muita pretensão achar que somos sempre nós que escolhemos ser "donos" deles.Em muitas casas alguns cachorros não demonstram afinidade com algumas pessoas da família.Eles têm essa sensibilidade também.Eles também podem escolher.
Eu achava que a qualquer momento ele perderia o interesse naquele estranho e naquele percurso que poderia dar em nada.Mas, pra minha surpresa ele continuou.Por mais ou menos três quilômetros ele me seguiu até o portão da minha casa!Parei antes de abrir o portão, olhei pra ele, ele olhou pra mim, e por mais que eu quisesse ficar com ele, não seria possível.Naquela época eu morava com os meus pais, e nós já tínhamos dois cachorros.Então, chamei ele, o acariciei, me despedi e entrei logo para não pensar duas vezes.
O engraçado é que essa não foi a única vez que isso aconteceu.Outros cães já haviam me "escolhido" antes, e haviam me seguido em situações semelhantes.É, acho que às vezes nós somos escolhidos por eles.Penso que é muita pretensão achar que somos sempre nós que escolhemos ser "donos" deles.Em muitas casas alguns cachorros não demonstram afinidade com algumas pessoas da família.Eles têm essa sensibilidade também.Eles também podem escolher.
domingo, 27 de novembro de 2011
Fotos da semana
sábado, 26 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Esperteza Brasilis
Aqui sempre me disseram
pra não ser enganado
pra ser mais rápido
pra ter a vantagem
E nas piadas que contam
sempre damos um jeito
sempre gato por lebre
nunca pagamos o pato
Talvez desde que nosso ouro
começou a ser roubado
e as nossas mulheres
exportadas foram estupradas
Adotamos a licença poética
de dar um jeito em tudo
de sambar na frente de gringo
enquanto nosso gol é marcado
pra não ser enganado
pra ser mais rápido
pra ter a vantagem
E nas piadas que contam
sempre damos um jeito
sempre gato por lebre
nunca pagamos o pato
Talvez desde que nosso ouro
começou a ser roubado
e as nossas mulheres
exportadas foram estupradas
Adotamos a licença poética
de dar um jeito em tudo
de sambar na frente de gringo
enquanto nosso gol é marcado
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Distraída
Ela estava com o laptop no colo, o celular na mão esquerda e a TV estava ligada.Os fones de ouvido estavam plugados no computador enquanto ela assistia alguns videos que eram escolhidos aleatoriamente no Youtube.De vez em quando, ela mandava alguma mensagem pelo celular, depositava o aparelho no colo, dava uma olhada na TV e meio que distraidamente apertava a tecla G de Google.
Sempre começava uma busca pelo Google, mas invariavelmente caía no Youtube porque queria assistir videos.Assistia parte de um video, logo mudava para outro, apertava o G, entrava no Google, respondia uma mensagem de texto, uma olhadinha na TV.Tudo sem expressar muito interesse.Tudo mecanicamente.Distraidamente.Pra passar o tempo.Um desperdício de energia.
De repente, um video pareceu lhe chamar mais atenção, e ela, meio que por instinto, começou a apertar a tecla G repetidamente.Eram um homem e duas mulheres no video variando posições.Então, ela ficou com a mão ali, dentro da bermuda, por mais tempo que durante os outros videos.Na busca pelo G, gastando a energia mais renovável de todas, e finalmente se concentrando em algo que lhe dava prazer.
Sempre começava uma busca pelo Google, mas invariavelmente caía no Youtube porque queria assistir videos.Assistia parte de um video, logo mudava para outro, apertava o G, entrava no Google, respondia uma mensagem de texto, uma olhadinha na TV.Tudo sem expressar muito interesse.Tudo mecanicamente.Distraidamente.Pra passar o tempo.Um desperdício de energia.
De repente, um video pareceu lhe chamar mais atenção, e ela, meio que por instinto, começou a apertar a tecla G repetidamente.Eram um homem e duas mulheres no video variando posições.Então, ela ficou com a mão ali, dentro da bermuda, por mais tempo que durante os outros videos.Na busca pelo G, gastando a energia mais renovável de todas, e finalmente se concentrando em algo que lhe dava prazer.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
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