domingo, 13 de novembro de 2011

Fé não paga dízimo pra nenhuma religião
Fé é o que nos move a fazer
Fé é combustível mas não é flex
Fé é um passo pra quem está parado
Fé no próprio ser já é fé
Fé no músculo pra mover
Fé no olho pra ver
Fé na mão certeira
Fé na coragem de agir com o coração
Fé sem templo
Fé que eu vá lembrar da fé em tudo o que eu fizer

sábado, 12 de novembro de 2011

Não é legal:

- Quando alguém acha que em todas as fotos tem que ter gente
- Quando alguém não me conhece mas me chama de querido
- Quando alguém acha que a falta de lixeira é desculpa pra jogar lixo no chão
- Quando alguém acredita que a religião é melhor do que a fé
- Quando alguém é julgado por não estar na moda
- Quando alguém acha que importado é sinônimo de melhor
- Quando o fanatismo de alguém ultrapassa a sua inteligência
- Quando alguém ouve música do celular em transporte público sem os fones de ouvido
- Quando a aparência não importa pro desempenho do cargo mas importa pra imagem da empresa
- Quando alguém acredita na justificativa do preconceito

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O meu vício

Este relato que faço agora vem como um desabafo, pois poucas pessoas sabem sobre este período do meu passado.Acho que depois de tantos anos me "comportando bem", agora eu já posso me abrir.
Eu já fui viciado em jogo.E comecei ainda quando criança.
No começo era só uma brincadeira, mas com o passar do tempo eu fui ficando cada vez melhor, e então eu só pensava em ganhar mais e mais.Aquilo se tornou uma dependência e eu tinha que jogar todos os dias.Por volta dos treze anos de idade, eu cheguei à fase mais compulsiva.Mal chegava da escola, almoçava e já saía a procura de adversários que, como eu, eram crianças também.
Minha mãe reclamava que eu não queria saber de mais nada na vida.Eu me lembro de certa vez em que eu estava jogando com um vizinho e ele estava ganhando.Ele disse que queria parar, mas eu insisti para continuarmos.Ele respondeu que bastava por aquele dia.Então, eu o agredi com um chute no traseiro.Ele foi embora e eu fiquei me sentindo mal por ter chegado aquele ponto.Acho que esse acontecido me fez despertar.
Aos poucos fui me interessando por outras coisas típicas da adolescência, até que finalmente, parei de jogar.Há muitos anos, não chego perto de bolinhas de gude.

O peso

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Show do V V

O Barqueta fica na Rua José Félix de Oliveira,359 - Galeria Fênix - Granja Viana
                              Blues & Rock!         

Tá nervoso? Vai ironizar!

- A faixa em que eu estou é minha! Ninguém tasca! Mas eu posso querer mudar de faixa de repente sem dar seta.
- Esse corredor imaginário é meu e dos meus parceiros que andam de moto! Ninguém se atreva a bloquear o nosso corredor se tiver amor ao retrovisor!
- Essa faixa exclusiva para ônibus também é exclusiva pra mim que estou com pressa.
- Essa luz vermelha não pode me parar! Talvez um carro furando a luz verde possa!
- A direção hidráulica foi criada para que eu pudesse brincar de costurar no trânsito.
- O pedestre nunca tem a preferência! Quem tem a preferência é quem é mais rápido, e quem é mais rápido nunca anda a pé!
- Eu gosto de buzinar! A buzina é como uma palavra mágica que faz o trânsito andar!
- Eu utilizo as vagas de idosos desde já porque eu sei que um dia vou ser um.
- Eu paro em fila dupla porque pela quantidade de impostos que eu pago o meu carro vale por dois!

Singela tatu na costela

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Iara

Lentamente, o pescador deslizava com a sua canoa pelas curvas do rio Urubu no Amazonas.Era bem cedo e ele ainda não havia chegado ao lugar em que ele costumava parar para pescar.
Mas assim que o rio começou a alargar, indicando o local costumeiro de pesca, algo diferente tomou conta dele.De repente, depois de uma curva, o pescador começou a ouvir um som agudo.Ele nunca havia escutado nada como aquilo.Era agradável e ao mesmo tempo perturbadoramente penetrante.Tendo nascido na floresta, ele não reconhecia aquele som como sendo o canto de pássaro algum.Também não poderia ser de nenhum animal que ele conhecesse.Ele foi seguindo a curva fechada cheio de curiosidade.O som foi ficando cada vez mais nítido, e aquelas modulações não seriam possíveis com cordas vocais humanas.
Ao final da curva, ele a viu.Próxima a entrada de um igarapé, ela estava só com a cabeça e os ombros fora d'água.Tinha os cabelos lisos e muito negros, e quase não movia os lábios ao produzir aquele som.
Ele não conseguia acreditar que alguém pudesse produzir aquele canto, aquele canto tão bonito... E era tão bonita...Ela tinha os olhos castanhos e sem expressão, mas eram como imãs...Ele continuou remando lentamente, ouvindo a melodia...Ela levantou a cabeça em direção ao céu, o som ficou mais alto, ela levantou os braços na direção dele, ele pôde ver os seios... Lindos...Parou de remar...Só ouvia aquele som lindo...Pulou na água...Os olhos negros o chamando...Os braços abertos pra ele...Os seios convidando...A melodia dos lábios...Ele foi boiando...O abraço...Uma sensação envolvente...Com um impulso da cauda poderosa de peixe, ela mergulhou abraçada ao pescador.A pescaria havia acabado.