"Não é porque todos fazem isso que você também tem que fazer.Esse é um investimento em você!"- ele disse.
"Eu sei que isso seria bom pra mim.Pra me libertar das amarras.Mas parece que quanto mais eu penso nisso, mais eu volto pro sistema tradicional de criação!"- ela argumentou.
"Questionar valores vai contra o negócio familiar, eu sei.Mas você tem que pensar no valor que esse passo tem pra você!E isso não vai ser uma mancha no seu currículo.Só vai te dar mais experiência!"
"Porque existe tanta pressão sobre mim?Eu vejo que para outras pessoas é mais fácil tomar essa decisão!Uma amiga minha agarrou a primeira chance que ela teve!"
"Talvez você não deva pensar que é 'a decisão'.Você é criativa!Imagine que está abrindo uma porta, mas que é só uma porta pequena, para uma coisa maior!"
"É, isso faz parte da criação!Esse departamento é meu.Não vou entrar nessa com toda a minha família!Nem haveria espaço pra eles!"- ela brincou.
"Nesse caso, o meu departamento é que iria ficar em má posição!"- ele riu."Então, vamos?"
Ela olhou um instante pra ele e depois assentiu com a cabeça.Ele, então, ligou a ignição, deu a seta e entraram no motel.
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Dois papéis
Eles não queriam que elas mudassem.Não queriam que elas mudassem o jeito de andar, de tocar, de sorrir, de se doar, e nem o jeito de pedir com os olhos.
Elas queriam que eles adivinhassem.Tudo.Juravam e acreditavam piamente que a magia estava no adivinhar.Elas esperavam por surpresas, e quem espera por surpresas pode se decepcionar.
Eles não acreditavam que fantasiar ajudaria no dia-a-dia.Eles sabiam que o compromisso agora era real, então tinham que ser práticos e realistas.Também pensavam que fantasiar só poderia ser com o proibido.
Elas não entendiam a indiferença e cobravam atitude deles das mais diferentes formas.
Eles não entendiam, pois eles estavam ali do lado o tempo todo.E se sentiam sufocados.
Elas se magoavam e pediam mais atenção.
Agora elas querem que eles mudem.
Eles não querem que elas mudem em nada.Eles só querem que elas continuem a andar, tocar, sorrir, se doar com o olhar.Eles só não querem que elas exijam que eles pensem como elas.
Elas queriam que eles adivinhassem.Tudo.Juravam e acreditavam piamente que a magia estava no adivinhar.Elas esperavam por surpresas, e quem espera por surpresas pode se decepcionar.
Eles não acreditavam que fantasiar ajudaria no dia-a-dia.Eles sabiam que o compromisso agora era real, então tinham que ser práticos e realistas.Também pensavam que fantasiar só poderia ser com o proibido.
Elas não entendiam a indiferença e cobravam atitude deles das mais diferentes formas.
Eles não entendiam, pois eles estavam ali do lado o tempo todo.E se sentiam sufocados.
Elas se magoavam e pediam mais atenção.
Agora elas querem que eles mudem.
Eles não querem que elas mudem em nada.Eles só querem que elas continuem a andar, tocar, sorrir, se doar com o olhar.Eles só não querem que elas exijam que eles pensem como elas.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
A lenda das Cataratas do Iguaçu
Há muitos anos atrás, a tribo dos Caigangues habitava as margens do rio Iguaçu, que naquela época, corria livremente sem quedas.Os Caigangues eram adoradores de M'boi, o deus em forma de grande serpente, filho de Tupã.
O cacique da tribo, chamado Ignobi, tinha uma linda filha que se chamava Naipi.Ela era tão linda, que quando se admirava nas águas do rio, elas paravam.Então, por sua beleza, Ignobi havia prometido Naipi à consagração do deus M'boi.
Porém, havia na tribo um guerreiro chamado Tarobá que era apaixonado por Naipi.Então, quando chega o dia da consagração, eles resolvem fugir numa canoa pelo rio.M'boi fica furioso pelo desrespeito e resolve agir.Ele penetra o seu enorme corpo na terra, e se contorcendo passa por baixo do rio, criando a rachadura que se transforma em catarata.O casal apaixonado despenca queda d'água abaixo, e ao cair Tarobá se transforma em uma palmeira, enquanto que Naipi vira uma pedra.Sendo assim, ele foi condenado a permanecer para sempre às margens das cataratas, e ela estará eternamente condenada a ser surrada pelas águas do rio, enquanto M'boi os vigia.
O cacique da tribo, chamado Ignobi, tinha uma linda filha que se chamava Naipi.Ela era tão linda, que quando se admirava nas águas do rio, elas paravam.Então, por sua beleza, Ignobi havia prometido Naipi à consagração do deus M'boi.
Porém, havia na tribo um guerreiro chamado Tarobá que era apaixonado por Naipi.Então, quando chega o dia da consagração, eles resolvem fugir numa canoa pelo rio.M'boi fica furioso pelo desrespeito e resolve agir.Ele penetra o seu enorme corpo na terra, e se contorcendo passa por baixo do rio, criando a rachadura que se transforma em catarata.O casal apaixonado despenca queda d'água abaixo, e ao cair Tarobá se transforma em uma palmeira, enquanto que Naipi vira uma pedra.Sendo assim, ele foi condenado a permanecer para sempre às margens das cataratas, e ela estará eternamente condenada a ser surrada pelas águas do rio, enquanto M'boi os vigia.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Anatomia
Balanço
Com a faca rasgando o peito em dois
de um lado a indiferença
de outro a libido aflorada
de um lado a rotina
de outro a euforia do álcool
Com a dor rasgando agora e depois
de um lado o compromisso
de outro lado a dúvida porquê
de um lado o respeito
de outro lado o mundo inteiro
E o corte exposto só pra mim
e o meu rosto exposto pra ver
e alguns sofrem e morrem
e alguns morrem ao viver
Pra não errar na dose
talvez uma droga que me sirva
pra eu me internar
talvez na minha própria vida
de um lado a indiferença
de outro a libido aflorada
de um lado a rotina
de outro a euforia do álcool
Com a dor rasgando agora e depois
de um lado o compromisso
de outro lado a dúvida porquê
de um lado o respeito
de outro lado o mundo inteiro
E o corte exposto só pra mim
e o meu rosto exposto pra ver
e alguns sofrem e morrem
e alguns morrem ao viver
Pra não errar na dose
talvez uma droga que me sirva
pra eu me internar
talvez na minha própria vida
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Jogo
Colocando lentamente as duas mãos por baixo da peça, ele a levantou, e depois puxou para cima para retirá-la.Depois, com abilidade, e usando apenas uma das mãos, ele soltou o fecho que prendia a segunda peça pela parte de trás.Em seguida, apertou três botões para poder soltar a terceira peça que ficava na metade de baixo.Essa era a maior, uma peça larga e rodada, de modo que quando foi solta, caiu diretamente no chão.Com a quarta peça, ele teve que usar os dois polegares para puxá-la para baixo, quase até o chão.Já nas últimas duas peças, e com a respiração ofegante, ele se abaixou, soltou as fivelas e puxou uma de cada vez para a frente.
A primeira parte do jogo em que ele teria que fazer tudo tinha acabado.
Ela estava nua, e agora era a vez dele.
A primeira parte do jogo em que ele teria que fazer tudo tinha acabado.
Ela estava nua, e agora era a vez dele.
domingo, 24 de julho de 2011
27
O rock n' roll é um fogo.
Ele incendeia multidões.
Os artistas brincam com fogo.
Algumas pessoas saem chamuscadas.
Algumas pessoas renascem das cinzas.
Algumas pessoas se queimam para sempre.
Algumas pessoas se transformam numa verdadeira pira.
Pra que haja chama é necessário oxigênio.
Algumas pessoas não dão tempo do ar entrar.
Elas não respiram.
A chama se esvai.
O fã quer mais.
Ele chama.
Chama Hendrix.
Chama Joplin.
Chama Morrison.
Chama Jones.
Chama Cobain.
Chama Winehouse.
São todos chamas eternas.
Ele incendeia multidões.
Os artistas brincam com fogo.
Algumas pessoas saem chamuscadas.
Algumas pessoas renascem das cinzas.
Algumas pessoas se queimam para sempre.
Algumas pessoas se transformam numa verdadeira pira.
Pra que haja chama é necessário oxigênio.
Algumas pessoas não dão tempo do ar entrar.
Elas não respiram.
A chama se esvai.
O fã quer mais.
Ele chama.
Chama Hendrix.
Chama Joplin.
Chama Morrison.
Chama Jones.
Chama Cobain.
Chama Winehouse.
São todos chamas eternas.
sábado, 23 de julho de 2011
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