- Não sei que feiticeiro é esse chamado Louis Vuitton.Só sei que bolsa é uma coisa qualquer, onde você guarda as coisas mais importantes dentro.
- Não sei o que são calças com caimento perfeito.Só sei que essa idéia não funciona em certos corpos.
- Não sei que cheiro tem esse tal Chanel No 5.Só sei que o fundamental é tomar banho.
- Não sei para que serve uma coleção de sapatos.Só sei que corre-se o sério risco de morrer sem ter usado todos.
- Não sei porque matar animais selvagens sem estar passando fome.Só sei que algumas pessoas acham que as suas peles servem de roupa.
- Não sei o que é moda.Só sei que ela força as pessoas ao consumo de coisas novas antes que usem suficientemente as antigas.
- Não sei quem inventa as novas tendências.Só sei que os ditadores políticos têm o mesmo tipo de poder para influenciar as massas.
- Não sei qual o poder que se sente ao usar um "D" e um "G" nas hastes dos óculos.Só sei que os óculos bons são os que me fazem enxergar.
domingo, 17 de julho de 2011
sábado, 16 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Velho
quando eu for velho
e todos me ultrapassarem
quando eu não conseguir mais
erguer meus joelhos
quando eu precisar de paciência
com a minha bexiga preguiçosa
quando não tiverem paciência
comigo
quando eu não for mais fluente
nem na minha própria língua
quando eu souber os nomes
de todos os remédios
quando o outro lado da rua
for longe demais
quando as rugas começarem
a brigar por espaço
quando melhor idade
for um consolo ridículo
eu quero lembrar
que um dia eu fui jovem
e tive a lucidez de escrever
pra quando a memória falhasse
e todos me ultrapassarem
quando eu não conseguir mais
erguer meus joelhos
quando eu precisar de paciência
com a minha bexiga preguiçosa
quando não tiverem paciência
comigo
quando eu não for mais fluente
nem na minha própria língua
quando eu souber os nomes
de todos os remédios
quando o outro lado da rua
for longe demais
quando as rugas começarem
a brigar por espaço
quando melhor idade
for um consolo ridículo
eu quero lembrar
que um dia eu fui jovem
e tive a lucidez de escrever
pra quando a memória falhasse
quinta-feira, 14 de julho de 2011
O beijo
Foi um beijo que durou três minutos e quatro segundos.A respiração oscilava entre momentos intensos e mais delicados.Ela produzia frases que eram abafadas pelas mãos dele, e que a traziam de encontro aos seus lábios.Eram frases, mas não continham palavras.Não era o momento de se falar, e sim, de se tocar.Gemidos dele, entre agudos dela, e tudo era harmônico.Ele a contornava com a boca, como que delineando as suas formas e orquestrando os seus sons.E ela correspondia sem destoar, naquele dueto que parecia um só, para que existisse o beijo.O encaixe do corpo dela, que ia da boca dele até a ponta dos seus dedos, era físico e era de emoções que ela exprimia com todos os sons que cabiam naqueles poucos minutos.As mãos dele, de um lado e de outro, corriam, se abriam e se fechavam, juntando tudo o que ela oferecia para produzir o ápice daquele momento: um solo de gaita.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Estereótipos
- Os brasileiros metem os pés pelas mãos por causa da prática do futebol
- Os alemães não sofrem de infecção renal graças à grande ingestão de cerveja
- Os japoneses pegam as japonesas usando "pauzinho"
- Nos Estados Unidos, as crianças são amamentadas com silicone ao invés de leite
- Tudo é feito em maior quantidade na China, inclusive pessoas
- Todo francês sabe cozinhar porque restaurante de comida francesa é muito caro
- Os árabes deixam a barba crescer para não serem confundidos com as mulheres que também usam vestido
- Os relógios suiços só não são mais precisos porque não são feitos na Inglaterra
- A Jamaica é o maior café holandês do mundo
- O esporte nacional da Argentina é a catimba
- Os alemães não sofrem de infecção renal graças à grande ingestão de cerveja
- Os japoneses pegam as japonesas usando "pauzinho"
- Nos Estados Unidos, as crianças são amamentadas com silicone ao invés de leite
- Tudo é feito em maior quantidade na China, inclusive pessoas
- Todo francês sabe cozinhar porque restaurante de comida francesa é muito caro
- Os árabes deixam a barba crescer para não serem confundidos com as mulheres que também usam vestido
- Os relógios suiços só não são mais precisos porque não são feitos na Inglaterra
- A Jamaica é o maior café holandês do mundo
- O esporte nacional da Argentina é a catimba
Dois turnos
Às duas da manhã, ela chegou exausta no camarim.A casa estava bem cheia mesmo sendo domingo.O problema é que ela teria que acordar cedo.Havia ficado feliz com a sua performance, mas em algumas músicas, o iluminador não tinha criado o clima adequado.A sincronicidade nesse tipo de apresentação dependia de muito ensaio, mas os iluminadores não davam a mínima.
Agora vinha a parte mais chata: ela tinha que se "desmontar".Pelo menos esta noite, ela havia usado a máscara, então não precisava retirar tanta maquiagem.Mas de qualquer forma, era a parte mais trabalhosa da noite, e a que dava menos prazer, pois era quando ela se despedia da personagem.Mesmo assim, tudo valia a pena, porque ela era muito querida na noite e as suas performances faziam muito sucesso.
Depois de colocar a sua roupa do dia-a-dia, era ir pra casa, tomar um banho e descansar.Às seis e meia, ele tinha que estar de pé para ir ao trabalho na metalúrgica.
Agora vinha a parte mais chata: ela tinha que se "desmontar".Pelo menos esta noite, ela havia usado a máscara, então não precisava retirar tanta maquiagem.Mas de qualquer forma, era a parte mais trabalhosa da noite, e a que dava menos prazer, pois era quando ela se despedia da personagem.Mesmo assim, tudo valia a pena, porque ela era muito querida na noite e as suas performances faziam muito sucesso.
Depois de colocar a sua roupa do dia-a-dia, era ir pra casa, tomar um banho e descansar.Às seis e meia, ele tinha que estar de pé para ir ao trabalho na metalúrgica.
terça-feira, 12 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Entre linhas
Depois de escolher o ramalhete de flores, ele pediu um cartão, pois queria escrever uma mensagem.Quando a balconista lhe entregou o cartão, ele tirou uma caneta prateada do bolso e escreveu uma mensagem curta.O entregador que estava esperando que ele terminasse para poder fazer a entrega, reparou que ele era canhoto e tinha uma aliança.
O endereço ficava a poucos quarteirões dali, e ele chegou rápido em sua bicicleta.Quando chegou no quarto andar, tocou a campainha do 41 e esperou.A moça que atendeu devia ter no máximo 25 anos, e pelo modo que estava vestida devia ter acabado de chegar do trabalho.Tinha lábios carnudos e o cabelo cheio tinha um estilo afro.Ela fez uma cara de surpresa, pegou as flores e deu uma gorjeta ao entregador.
No dia seguinte, mais ou menos no mesmo horário, o mesmo cliente, as mesmas flores, o mesmo endereço.No caminho ele foi pensando nos mistérios da sua profissão.O cliente em questão devia ter pelo menos 45 anos, era casado, bem vestido, e já era a segunda vez que mandava flores pra garota.Isso o deixava curioso pra saber o que poderia acontecer.
Quando chegou lá, ela estava mais à vontade do que no dia anterior.Trajava um vestido curto o suficiente pra que ele visse as pernas bem torneadas.Mais uma gorjeta, e ele agradeceu com um sorriso.
Na terceira vez que foi entregar as flores, ela pareceu estar triste, e enquanto pegava a gorjeta e saía, ela ficou parada na porta olhando as flores.
Passados mais alguns dias, o mesmo cliente voltou e fez o pedido de sempre.Mas dessa vez, o entregador notou algo diferente: ele não tinha mais a aliança.Então no caminho, ele fez o que nunca tinha feito antes: abriu o envelope e leu a mensagem.Ela dizia:
"Agora podemos ficar juntos.Sou um homem livre."
Ao chegar no apartamento, ela parecia estar sem paciência.O entregador, por outro lado, estava sorridente.Quando ele recusou a gorjeta, ela achou estranho, mas acabou achando graça da situação.
Já na calçada, ele retirou o cartão do cliente do bolso, amassou e jogou numa lixeira.Enquanto isso no apartamento, ela sorria depois de ler:
"Do seu entregador de flores que nunca usou uma aliança."
O endereço ficava a poucos quarteirões dali, e ele chegou rápido em sua bicicleta.Quando chegou no quarto andar, tocou a campainha do 41 e esperou.A moça que atendeu devia ter no máximo 25 anos, e pelo modo que estava vestida devia ter acabado de chegar do trabalho.Tinha lábios carnudos e o cabelo cheio tinha um estilo afro.Ela fez uma cara de surpresa, pegou as flores e deu uma gorjeta ao entregador.
No dia seguinte, mais ou menos no mesmo horário, o mesmo cliente, as mesmas flores, o mesmo endereço.No caminho ele foi pensando nos mistérios da sua profissão.O cliente em questão devia ter pelo menos 45 anos, era casado, bem vestido, e já era a segunda vez que mandava flores pra garota.Isso o deixava curioso pra saber o que poderia acontecer.
Quando chegou lá, ela estava mais à vontade do que no dia anterior.Trajava um vestido curto o suficiente pra que ele visse as pernas bem torneadas.Mais uma gorjeta, e ele agradeceu com um sorriso.
Na terceira vez que foi entregar as flores, ela pareceu estar triste, e enquanto pegava a gorjeta e saía, ela ficou parada na porta olhando as flores.
Passados mais alguns dias, o mesmo cliente voltou e fez o pedido de sempre.Mas dessa vez, o entregador notou algo diferente: ele não tinha mais a aliança.Então no caminho, ele fez o que nunca tinha feito antes: abriu o envelope e leu a mensagem.Ela dizia:
"Agora podemos ficar juntos.Sou um homem livre."
Ao chegar no apartamento, ela parecia estar sem paciência.O entregador, por outro lado, estava sorridente.Quando ele recusou a gorjeta, ela achou estranho, mas acabou achando graça da situação.
Já na calçada, ele retirou o cartão do cliente do bolso, amassou e jogou numa lixeira.Enquanto isso no apartamento, ela sorria depois de ler:
"Do seu entregador de flores que nunca usou uma aliança."
As três melhores desculpas
No estacionamento:
"Não, eu não vi a placa para deficientes físicos.Eu sou deficiente visual."
Na festa:
"A gente não estava se beijando.Ela se afogou com a cerveja, então eu comecei a fazer respiração boca a boca nela!"
Na batida policial:
"Eu não sou traficante.Eu não ia vender todos esses papelotes.O senhor me pegou justo no dia em que eu ia tomar uma overdose!"
"Não, eu não vi a placa para deficientes físicos.Eu sou deficiente visual."
Na festa:
"A gente não estava se beijando.Ela se afogou com a cerveja, então eu comecei a fazer respiração boca a boca nela!"
Na batida policial:
"Eu não sou traficante.Eu não ia vender todos esses papelotes.O senhor me pegou justo no dia em que eu ia tomar uma overdose!"
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